
Ela canta a Saudade,
Saudade de um tempo
guardado na lembrança,
e que não desafina.
Saudade de um homem
que era mais que todos os homens
e estradas e ferrovias
e anseios ao partir e retornar.
Ela canta sempre,
chama, implora,
desfalece, chora...
Sei que ela se completa quando canta
E percebo a tristeza no seu lamento.
Quando olho bem,
vejo a saudade estampada nos seus olhos
e o tamanho de seu tormento.
Tomara que ela não se esqueça de mim,
aqui, a lhe admirar.
O que faz a ela tanto bem,
nos faz apavorar...
Seu canto é de arrepiar.
De tão triste e doído,
às vezes faz ela calar.
Só não cala o peito...
...saudade a apertar...
...e o tempo a faz esperar.
Me diz onde é que dói,
me conta sua jornada.
Sei que além do céu existe o mar,
mas qual é a próxima parada?
No peito (por dentro) sufoco
No corpo (por fora) completamente oco
Ela canta a marca de tudo aquilo que ele tocou.
Quando ela canta, eu sei que ele está aqui...

1 comment:
muito bonito o texto...a saudades é algo que sufoca o peito..
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