Thursday, October 08, 2009


Ela canta a Saudade,
Saudade de um tempo
guardado na lembrança,
e que não desafina.

Saudade de um homem
que era mais que todos os homens
e estradas e ferrovias
e anseios ao partir e retornar.

Ela canta sempre,
chama, implora,
desfalece, chora...

Sei que ela se completa quando canta
E percebo a tristeza no seu lamento.
Quando olho bem,
vejo a saudade estampada nos seus olhos
e o tamanho de seu tormento.

Tomara que ela não se esqueça de mim,
aqui, a lhe admirar.
O que faz a ela tanto bem,
nos faz apavorar...

Seu canto é de arrepiar.
De tão triste e doído,
às vezes faz ela calar.
Só não cala o peito...
...saudade a apertar...
...e o tempo a faz esperar.

Me diz onde é que dói,
me conta sua jornada.
Sei que além do céu existe o mar,
mas qual é a próxima parada?

No peito (por dentro) sufoco
No corpo (por fora) completamente oco

Ela canta a marca de tudo aquilo que ele tocou.
Quando ela canta, eu sei que ele está aqui...