Tuesday, August 14, 2007

É isso aí...o fim de tudo...ou mais um começo...eu realmente não saberia dizer....

O que eu sinto agora? O mais absoluto nada.

Isso mesmo: nada.

Acho que o vazio que se instalou no meu peito há dezesseis dias consumiu tudo. Hoje.
Acho que as lágrimas secaram. Hoje.
Acho que o desespero deu lugar para a miséria da alma. Hoje.

Hoje descobri o que nem em mil anos eu achei ser possível: o coração morre sim. O espírito morre sim. Mesmo que continuemos vivos.

Vai levar muito tempo para eu deixar a felicidade entrar. Mas um dia ela vem.

A esperança é a única coisa que eu não perco. Eu acho....

Sunday, August 12, 2007

E prevejo mais alguns anos de solidão que se aproximam...cautelosos...em um absoluto silêncio que me desespera a alma.

Como é difícil respirar de novo. Os pulmões não querer ar...querer reter aquele seu último sopro de vida em mim.

Como é difícil caminhar calada. Os pensamentos me rodam na cabeça, mas quando chegam na ponta da língua, quando estão quase expostos...eles páram. Ai, se ao menos eles tivessem coragem!

Sinto que eu quero por pra fora todos os meus medos e repugnâncias, e destemperos e atrocidades.

Mas sinto que talvez minha alma não sobreviva a tão franco ataque, a tão sincera exposição.
Estou morrendo um bocado por dia...pouco a pouco deixando de existir....

A cada sol nascente, uma esperança se põe em meu peito.

A cada noite que desce, uma tempestade de sentimentos avassala minha cabeça.

A cada segundo que transcorre sem você do meu lado, uma parte do humano em mim morre.

Bestial

Logo mais arrancarei meus cabelos, esfacelarei meus dedos, agonia de sentir e não poder....
Como um animal intensamente ferido, me recolherei em meu mais absoluto e impotente sofrimento.

Não sei o que me aguarda...Sei que a cada momento, morro em mim.

E sou só.

E só.

Tuesday, August 07, 2007

E eu me pergunto o que será o avesso do desespero....
Cansei de esperar as coisas mudarem....

O horário...não está definido.

A casa...ainda é a mesma.

A faculdade...não mudou.

O namorado...já não o é.

A vontade...já esgotada.

A vida...gasta, corroída.


Deus, que tipo de brincadeira é essa?

Eu pareço à prova de balas?