Revendo alguns dos meus posts antigos e meu pixlog e etc, lembrei de alguns anos atrás...
E a saudade que me bateu no peito foi esmagadora, quase que me faltou o ar. Respirei fundo, com certa dificuldade, e encarei a tela fria do computador. Ele me dizia: "Seu tempo passou, agora você é só mais uma engrenagem do sistema."
Tentei argumentar, dizer para ele que ele só podia ter enlouquecido, afinal, quanto tempo se passou? Dois, três anos? Dois, três séculos? Duas ou três eternidades?
Mas toda a minha tentativa de dizer para ele (e para mim mesma) que não era possível que tudo tivesse acabado assim, sem mais nem menos, foi em vão.
Ele estava ali: parado, congelado, insensível (como eu mesma estive).
Ele estava ali, bem ali, me devolvendo o olhar de incredulidade que eu desperdiçava com ele.
Será que eu sempre estive ali? Será que eu sempre fui como a tela do meu computador: apenas refletindo vidas que não eram minhas e apenas passavam?
Será que eu realmente passei?
Passei mal, passei raspando, passei de leve sem marcas?
Apenas marcas no corpo: de outras vidas, de momentos, de histórias, de fotografias, de conversas, de caras e bocas.
Serão isso? Apenas marcas?
Serei isso? Apenas a hiena?
...
Monday, June 22, 2009
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